Valor do Piso Salarial passa por nova revisão

Houve um aumento no seguro desemprego 2019, pois em virtude do novo salário mínimo que passa a ser de R$1009,00 reais, tanto o Piso Salarial como o teto salarial sofrem aumento.

O mínimo que se recebe por parcela do seguro desemprego é equivalente ao salário mínimo 2019, já o valor do seguro desemprego máximo passa a ser R$1.163,76, cerca de 14% de aumento. O valor do salário mínimo entrou em vigor agora em janeiro será então o FAT- Fundo de Amparo ao trabalhador, passa a considerar o novo valor do mínimo para calcular seguro.

Nova revisão do salário mínimo cria nova redução
Nova revisão do salário mínimo cria nova redução

Cálculo do seguro desemprego

Para os trabalhadores que recebem acima de 2 salário mínimo reais a parcela do seguro é 80% do valor do salário, para calcular o seguro o trabalhador deve multiplicar o salário por 0,8, assim:

O Zé, nosso trabalhador fictício, ganha R$1009,00 reais registrados em carteira de trabalho, ele foi demitido sem justa causa então é feito primeiramente uma média do salário do Zé nos últimos três meses, digamos que a média de 700 reais, então é só multiplicar os 1009 * 0,8, ou seja, 640,00 reais, porém o valor seguro desemprego ficou abaixo do salário mínimo nacional, então o Zé vai receber R$1009,00 reais nas parcelas do seguro desemprego.

Em outra simulação considerando os trabalhadores que ganham entre R$899,66 e R$1499,58 reais, o cálculo do seguro desemprego musa um pouco, primeiro você considera (Salário – R$899,66)*0,5) e soma 719,12 vamos fazer a simulação do cálculo para seguro desemprego para entender isso.

O Zé, agora, ganha R$1400,00 reais e perdeu o emprego, então primeiro eu faço a seguinte conta (R$1400,00 – 899,66) o resultado é R$500,34 reais então eu calculo R$500,34 * 0,5 = 250,17 e somo R$719,12 que dá um seguro desemprego de R$969,29 reais.

E a última simulação é para quem recebe entre R$1499,58, para estes trabalhadores não necessita fazer o cálculo seguro desemprego, pois, sempre será o teto salarial de R$1.163,76.

O novo valor do seguro desemprego foi um presente do Presidente Michel Temer para aquecer a economia nacional neste começo de semestre, agora o salário mínimo passa a variar conforme a inflação do ano anterior.

Eletrobrás abre concurso no Acre

Recentemente a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletrobras Acre) divulgou em uma publicação no Diário Oficial da União que já efetuou a contratação da empresa responsável pela organização do concurso público para a companhia. De acordo com o documento a organização técnico-administrativa ficará a cargo do Instituto Brasileiro de Educação e Gestão Ambiental (Ibeg). Confira mais detalhes sobre este certame.

Concurso Eletrobrás Acre
Concurso Eletrobrás Acre

De acordo com as informações divulgadas até o momento o presente concurso irá oferecer no total 1.257 vagas de emprego. Deste número, 62 serão destinadas para início imediato enquanto que outras 1.195 serão direcionadas para a formação de cadastro de reservas.

A previsão é de que o edital que irá regulamentar o processo de seleção seja divulgado em breve. Isso devido ao fato de que o setor de administração da companhia informou que o citado documento deveria ser lançado logo após a definição da organizadora.

Em relação às vagas candidatos que tenham formação de nível fundamental completo poderão se candidatar para vagas no cargo de Eletricista Auxiliar. Para prestar o concurso, é obrigatório que o candidato do sexo masculino tenha feito o alistamento militar. A função paga aos nomeados um salário inicial de R$ 1.114,83.

Para os profissionais com formação de nível médio as chances são para as carreiras de Eletricista de Suporte, Eletricista Motorista, Técnico em Segurança e Técnico em Eletrotécnica. Os salários mensais deverão oscilar entre os valores de R$ 1.954,67 e R$ 2.135,90.

Já o nível superior dispõe de mais opções de carreiras com vagas. São elas: Médico do Trabalho, Economista, Administrador, Contador, Analista De Sistema, Engenheiro Ambiental, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Engenheiro Elétrico, Comunicação Social, Assistente Social e Advogado. Para todos esses cargos os salários serão de R$ 4.215,19.

Sobre as seleções a informação divulgada é de que os candidatos que tiverem suas inscrições homologadas deverão ser avaliados por meio da aplicação de provas objetivas. Os testes práticos, exames clínicos e complementares serão inerentes a apenas algumas funções específicas.

Fique ligado em nossas atualizações e acompanhe as novidades sobre este certame.

O petróleo é nosso?

O petróleo é nosso
O petróleo é nosso

Pudemos acompanhar no último período uma intensa troca de acusações entre governo e oposição: a compra de Pasadena foi ou não um mau negócio para a Petrobras?

Apesar do evento em questão não ser de importância desprezível, estamos diante da possibilidade de ver como dois projetos, supostamente antagônicos, ou seja, os encabeçados por PT e PSDB, comportam-se e atuam tendo em vista as relações entre governo e Petrobras.

Não é segredo para ninguém que o PSDB foi o partido que, na década de 1990, foi responsável pela implementação e consolidação da agenda neoliberal no Brasil. Privatizou uma série de estatais e, simultaneamente, criou diversas agências reguladoras, passando a um modelo de gestão de serviços públicos, em que a oferta cabe ao mercado e ao Estado cumpre somente o papel de órgão regulador.

A Petrobras escapou dessas iniciativas? A resposta é sim e não. Escapou na medida em que a empresa não integrou o Programa Nacional de Desestatização, principalmente devido à resistência dos trabalhadores do setor e ao forte apelo que existia e existe de a população brasileira ver a empresa como uma conquista nacional. No entanto, na medida em que houve a quebra do monopólio e a “privatização branca” da empresa, ou seja, o governo ainda detém o controle acionário, por possuir mais de 50% das ações que dão direito a voto, mas, de fato, a maior parte do capital da companhia estão em posse de agentes privados, a Petrobras também sucumbiu ao projeto neoliberal. Surge a questão: e os governos petistas, o que fizeram? Em relação as regiões de exploração que não fazem parte da camada do pré-sal nada mudou, continua valendo o modelo de concessão de FHC.

Já no caso do pré-sal, passa a vigorar o modelo de partilha onde, em tese, há maior controle e capacidade do Estado de intervenção. Isso, todavia, não é o que ocorre na prática. O governo impõe, em termos concretos, a privatização da Petrobras. A questão se coloca da seguinte forma: a decisão de explorar o pré-sal em ritmos intensos coloca a Petrobras em uma situação onde esta não pode arcar com o investimento necessário o que, por sua vez, gera uma situação onde a única alternativa, nas palavras do governo federal, seria abrir o empreendimento a iniciativa privada.

Que isto quer dizer? Que ainda que o PT, em nível de discurso, possa fazer críticas a privatização da Petrobras, as suas decisões de política econômica, que passam, é bom lembrar, pela manutenção do famoso tripé econômico (câmbio flutuante, superávit primário e metas de inflação) impõe uma dinâmica que leva a Petrobras ao caminho da privatização. Sejamos claros: com o pré-sal o governo brasileiro espera, de uma vez por todas, resolver seus problemas de contas externas e poder, assim, tocar sua política econômica, de caráter neoliberal, com relativa tranquilidade.

Ou seja, estamos diante de uma contradição, já que tornar a Petrobras estatal, ou dar passos substantivos neste sentido, é objetivamente inconciliável com a manutenção de uma política econômica com o caráter da atual. Dessa forma, o projeto do PT, ainda que consideradas as nuances em relação ao projeto tucano, leva a Petrobras para caminhos parecidos.

Assim, o ponto que queremos chegar é que se o argumento utilizado pelos parlamentares e base social do PT de que o interesse da oposição na CPI é o de, novamente, incentivar um debate que aponte para uma cada vez maior privatização da Petrobras, não deixa se ser verdade que o projeto petista não é muito diferente. Qual seria então a diferença entre esses projetos? O fato de, em termos históricos, PT e PSDB possuírem bases e origens sociais distintas é o que parece explicar as diferenças.

O PT, por sua própria composição, precisa mediar e disfarçar determinados interesses para não gerar contradições irreconciliáveis com os setores que influencia, ao contrário do PSDB que, enquanto partido, nunca teve uma base social relevante. Isto, todavia, não faz com que os projetos sejam diferentes, apenas leva a que a forma de implementá-los possua especificidades. Isto quer dizer que nada é mais distante de atender ao interesse público do que o debate que acontece em relação a CPI. PT e PSDB são igualmente executores e formuladores de um projeto que envolve a privatização da empresa, ambos representam, em geral, as mesmas possibilidades para o Brasil.

O debate, em panos de fundo, não se divide entre os privatistas e os que querem atender aos interesses da população brasileira. Ele é sim um debate entre aqueles que, desesperados por se perceberem cada dia mais parecidos em termos de projetos políticos para o Brasil, procuram pequenas polêmicas cotidianas de forma a tentarem demarcar diferenças em relação a questões pontuais e pouco relevantes para o país, o que, em essência, reflete apenas uma disputa de poder entre projetos políticos de conteúdos bastante semelhantes. ara a Petrobras?

Apesar do evento em questão não ser de importância desprezível, estamos diante da possibilidade de ver como dois projetos, supostamente antagônicos, ou seja, os encabeçados por PT e PSDB, comportam-se e atuam tendo em vista as relações entre governo e Petrobras.

Não é segredo para ninguém que o PSDB foi o partido que, na década de 1990, foi responsável pela implementação e consolidação da agenda neoliberal no Brasil. Privatizou uma série de estatais e, simultaneamente, criou diversas agências reguladoras, passando a um modelo de gestão de serviços públicos, em que a oferta cabe ao mercado e ao Estado cumpre somente o papel de órgão regulador.

A Petrobras escapou dessas iniciativas? A resposta é sim e não. Escapou na medida em que a empresa não integrou o Programa Nacional de Desestatização, principalmente devido à resistência dos trabalhadores do setor e ao forte apelo que existia e existe de a população brasileira ver a empresa como uma conquista nacional. No entanto, na medida em que houve a quebra do monopólio e a “privatização branca” da empresa, ou seja, o governo ainda detém o controle acionário, por possuir mais de 50% das ações que dão direito a voto, mas, de fato, a maior parte do capital da companhia estão em posse de agentes privados, a Petrobras também sucumbiu ao projeto neoliberal.

Surge a questão: e os governos petistas, o que fizeram? Em relação as regiões de exploração que não fazem parte da camada do pré-sal nada mudou, continua valendo o modelo de concessão de FHC. Já no caso do pré-sal, passa a vigorar o modelo de partilha onde, em tese, há maior controle e capacidade do Estado de intervenção. Isso, todavia, não é o que ocorre na prática.

O governo, ao definir exorbitantes ritmos de exploração do pré-sal, impõe, em termos concretos, a privatização da Petrobras. A questão se coloca da seguinte forma: a decisão de explorar o pré-sal em ritmos intensos coloca a Petrobras em uma situação onde esta não pode arcar com o investimento necessário o que, por sua vez, gera uma situação onde a única alternativa, nas palavras do governo federal, seria abrir o empreendimento a iniciativa privada.

Que isto quer dizer? Que ainda que o PT, em nível de discurso, possa fazer críticas a privatização da Petrobras, as suas decisões de política econômica, que passam, é bom lembrar, pela manutenção do famoso tripé econômico (câmbio flutuante, superávit primário e metas de inflação) impõe uma dinâmica que leva a Petrobras ao caminho da privatização.

Sejamos claros: com o pré-sal o governo brasileiro espera, de uma vez por todas, resolver seus problemas de contas externas e poder, assim, tocar sua política econômica, de caráter neoliberal, com relativa tranquilidade. Ou seja, estamos diante de uma contradição, já que tornar a Petrobras estatal, ou dar passos substantivos neste sentido, é objetivamente inconciliável com a manutenção de uma política econômica com o caráter da atual.

Dessa forma, o projeto do PT, ainda que consideradas as nuances em relação ao projeto tucano, leva a Petrobras para caminhos parecidos. Assim, o ponto que queremos chegar é que, se o argumento utilizado pelos parlamentares e base social do PT de que o interesse da oposição na CPI é o de, novamente, incentivar um debate que aponte para uma cada vez maior privatização da Petrobras, não deixa se ser verdade que o projeto petista não é muito diferente.

Qual seria então a diferença entre esses projetos? O fato de, em termos históricos, PT e PSDB possuírem bases e origens sociais distintas é o que parece explicar as diferenças. O PT, por sua própria composição, precisa mediar e disfarçar determinados interesses para não gerar contradições irreconciliáveis com os setores que influencia, ao contrário do PSDB que, enquanto partido, nunca teve uma base social relevante. Isto, todavia, não faz com que os projetos sejam diferentes, apenas leva a que a forma de implementá-los possua especificidades.

Isto quer dizer que nada é mais distante de atender ao interesse público do que o debate que acontece em relação a CPI. PT e PSDB são igualmente executores e formuladores de um projeto que envolve a privatização da empresa, ambos representam, em geral, as mesmas possibilidades para o Brasil. O debate, em panos de fundo, não se divide entre os privatistas e os que querem atender aos interesses da população brasileira. Ele é sim um debate entre aqueles que, desesperados por se perceberem cada dia mais parecidos em termos de projetos políticos para o Brasil, procuram pequenas polêmicas cotidianas de forma a tentarem demarcar diferenças em relação a questões pontuais e pouco relevantes para o país, o que, em essência, reflete apenas uma disputa de poder entre projetos políticos de conteúdos bastante semelhantes