Filme sobre a mineração de urânio em Caetité (BA)

Caetité, na Bahia, é a cidade sede da atual mineração de urânio no Brasil. A atividade de extração de urânio, de acordo com o pesquisador David Fig, gera impactos como a contaminação da água e do solo, além da emissão de poeira radioativa e de gás radônio, podendo acarretar mutações em plantas e animais, e outras possíveis conseqüências ainda não comprovadas.

De acordo com reportagem do G1, o Brasil possui a sétima reserva mundial do elemento, mas atualmente, a mina de Caetité é única onde ocorre a extração. A única usina de enriquecimento de urânio do país está situada na cidade de Rezende (RJ). Após ser enriquecido, o urânio abastece as usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2, também no estado do Rio. Por razões de segurança, o governo federal tem monopólio sobre a cadeia de urânio, conforme estabelece a Constituição Federal. A Eletronuclear é responsável pela geração de energia nuclear, e as Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) são responsáveis pela extração e pelo beneficiamento de urânio.

Neste sábado (28 de maio), às 14 horas, será exibido o filme Brasiliens Strahlende Zakunft – Mineração de Urânio em Caetité/BA (Alemanha/Brasil, 2011, 43 min, dir Ralph Weihermann), no Centro Cultural Larinda Santos Lobo, no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. A exibição será seguida de debate com professores universitários especialistas no tema e com representantes do município de Caetité  (Veja também nota da Comissão Institucional estabelecida na cidade de Caetité).

A exibição faz parte da mostra Urânio em Movimento, no âmbito do 1º Festival Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear. O Festival pretende informar a sociedade e estimular produções independentes audiovisuais sobre energia nuclear e todo o ciclo nuclear, sobre os riscos da radioatividade e especialmente sobre exploração, mineração e processamento de urânio.

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