TK-CSA ainda não “passaria no teste” para obter licença

O subsecretário de Estado do Ambiente, Luiz Firmino, justificou a falta da licença de operação definitiva da Companhia Siderúrgica do Atlântico durante a audiência realizada ontem na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Neste momento a CSA não “passaria no teste”. A empresa, no entanto, já é considerada a segunda maior exportadora de aço do país e teve autorização para ampliar sua produção.

A audiência foi noticiada pelo Jornal do Brasil que destacou o alerta feito por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre a necessidade da saúde dos moradores de Santa Cruz, na zona oeste da cidade, ser monitorada por, pelo menos, 20 anos. A conduta da empresa também foi alvo de protestos. Rodolfo Lobato, morador de Santa Cruz há 29 anos, questionou os padrões éticos relacionados à instalação do empreendimento. Confira o relato da audiência feito por pesquisadores do Ibase.

A Audiência foi presidida pela Deputada Lucinha, do PSDB, e contou com a presença de técnicos da Fiocruz e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e de representantes de organizações sociais, agricultores, pescadores, além de moradores do bairro de Santa Cruz e dos municípios de Itaguaí e Mangaratiba, situados na Baía de Sepetiba.

Representando a empresa, esteve presente o Diretor de Sustentabilidade Luiz Claudio Castro (Leia a entrevista exclusiva feita por este site), e, em nome do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o subsecretário do Meio Ambiente e ex-presidente do órgão, Luiz Firmino. O Secretário do Meio Ambiente, Carlos Minc, não compareceu.

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